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Por que Marty McFly não foi “o cara” no cinema em 1989 Por que Marty McFly não foi “o cara” no cinema em 1989 Blog Roberto Sadovski

Por que Marty McFly não foi “o cara” no cinema em 1989

Roberto Sadovski

 

Hoje o papo não pode ser outro: é o dia em que Marty McFly foi para o futuro em De Volta Para o Futuro Parte II. O universo pop celebra a data e a série de Robert Zemeckis e Bob Gale com eventos, livros, memorabília e muita nostalgia. Eu não fiquei de fora, claro – você já assistiu ao Nerdovski hoje? Ainda assim, o segundo filme da trilogia não foi o acontecimento cinematográfico mais significativo de 1989, quando foi lançado. Nem de longe, na verdade! Às vésperas da virada da década, a sombra que pairou sobre todos os filmes foi a do Homem-Morcego, já que Batman, de Tim Burton, foi o grande fenômeno que marcou uma época.

O filme de Burton foi um triunfo de marketing, com o estúdio massificando de forma agressiva o logo do morcego até um ano antes do lançamento da aventura. A verdade é que não havia nada como Batman em 1989, um delírio visual em que a direção de arte é parte tão integrante da narrativa quanto roteiro e elenco. Bom, e com Jack Nicholson à frente, abraçando com gosto o papel do Coringa, Batman não tinha escolha a não ser um rolo compressor de mídia e público, atropelando a concorrência e fechando o ano com impressionantes 250 milhões de dólares em caixa só nos Estados Unidos – e 411 no mundo.

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Batman, de Tim Burton, foi o grande filme de 1989

O campeão global, no entanto, foi um velho conhecido. Indiana Jones e a Última Cruzada disputou a atenção do público com o Cavaleiro das Trevas e, se em casa perdeu por um pescoço (200 milhões), a fatia mundial quase encostou nos 500 milhões de dólares. O (suposto) último Indiana Jones entrou em campo já vencedor, com Steven Spielberg bem sucedido em somar Sean Connery à série como o pai do arqueólogo imortalizado por Harrison Ford. Era a antítese de Batman: um filme leve, solar, equilíbrio que deixou a plateia satisfeita com duas opções de heróis cinematográficos – ou três, se contarmos Mel Gibson em Máquina Mortífera 3, retrato de uma época em que a) Gibson era astro e b) filmes de ação genéricos ainda atraiam atenção.

1989 também foi um ano de Querida, Encolhi as Crianças e Olha Quem Está Falando, duas comédias infanto juvenis originais que geraram duas séries de relativo sucesso. No grande esquema das coisas, De Volta Para o Futuro Parte IIentrou em cena como mais um produto, que encontrou um espelho em seu contemporâneo Os Caça-Fantasmas II: ambos seguiam filmes de enorme sucesso em meados da década, ambos chegavam ao cinema mais como uma obrigação em continuar um produto e menos como um filme totalmente formado. A recepção apenas ok aos dois também foi similar, e a aventura no tempo de Marty McFly foi concluída no ano seguinte em grande parte pela produção ter sido simultânea. Os Caça-Fantasmas não teve a mesma sorte, e só ano que vem, dezessete anos depois, que finalmente veremos um reboot.

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Sean Connery se uniu a Harrison Ford em Indiana Jones e a Última Cruzada

O cinema era um lugar estranho, em que um drama sobre uma senhora sulista e seu motorista, Conduzindo Miss Daisy, mordia mais de 100 milhões de dólares nas bilheterias (e o Oscar de melhor filme no ano seguinte). Era uma indústria que aos poucos abrir espaço para os salários milionários dos astros na década de 90, com Tom Cruise, Tom Hanks e Arnold Schwarzenegger ganhando mais relevo que seus próprios filmes. Marcava também uma revolução visual, com O Segredo do Abismo, de James Cameron, determinando como efeitos especiais digitais mudariam para sempre a forma de fazer e ver filmes. Explodia o cinema politizado de Faça a Coisa Certa, o independente de sexo, mentiras e videotape, a Disney renascida de A Pequena Sereia.

A bem da verdade, era um cinema muito mais bacana, plural e arriscado que este que somos alimentados nos multiplexes de hoje. Longe de mim cravar que “antigamente tudo era melhor”, já que não dá para generalizar e, de certa forma, vivemos uma era de maravilhas. Mas talvez fosse melhor não apenas celebrar a viagem de Marty McFly, mas aproveitar para olhar para trás e ver o quanto a gente era feliz e não sabia. Será que ainda dá para entrar no DeLorean para uma última viagem?

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1989 também teve Mel Gibson em Máquina Mortífera 2….

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… e a polêmica de Faça a Coisa Certa.

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Teve a revolução de sexo, mentiras e videotape…

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… e a revolução de O Segredo do Abismo.

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Teve John Travolta ensaiando sua volta em Olha Quem Está Falando…

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… e a Disney voltando pra valer em A Pequena Sereia.

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Teve aventura sobrenatural com Os Caça-Fantasmas II…

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… e aventura na grama em Querida, Encolhi as Crianças.

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E teve Morgan Freeman ao volante em Conduzindo Miss Daisy. Não era um DeLorean, mas a viagem também foi bacana!

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    Criticado por muitos comentaristas na internet por seu apoio declarado ao PT, Chico não fala diretamente sobre o governo atual, mas pontua melhoras nas últimas décadas. "As pessoas dizem que era melhor quando as pessoas usavam terno para viajar de avião. Naquela época era pior, o Brasil melhorou muito".

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    O filme ainda terá mais uma exibição durante o Festival do Rio, nesta sexta (2), e também deve integrar a programação da Mostra de São Paulo deste ano.

    Festival do Rio
    Ao todo, o festival apresentará até o dia 14 de outubro cerca de 250 títulos de mais de 60 países espalhados por 20 cinemas da cidade.

    O evento terá também homenagens ao centenário de Orson Welles, aos Studios Ghibli, ao Cinema Noir Mexicano e aos diretores Hal Hartley e Wes Craven. A programação completa você encontra no site do festival.

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